I love people.
- the way they communicate.
the way they speak and quiet. the way they interact and involve. the way they learn and teach. the way they listen and tell. the way they look and understand.
- the way they feel.
the way they share a moment and trust. the way they choose and cling. the way they regret and give up. the way they bind and moan.
- the way they change.
the way they are able to choose and regret. the way they wake up and feel comfortable in bed. the way they go to bed and can't sleep. the way they close their eyes and create. the way they close their eyes and remember. the way they sleep and unconsciously dream.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
sábado, 1 de fevereiro de 2014
amor pro corpo da alma de alguém
Alma tem corpo para exprimir em gesto o que ela sente. Se raiva soco, se triste choro, se lomba arrepio, se feliz sorriso, se azedo careta, se vacina desmaio, se fome come. Corpo tem corpo para compartilhar o que se exprime com outra alma. Quando conhecem se oi, quando do lado se falam, quando amigos se abraçam, quando desamigos se escondem, quando inimigos de gritam, quando amores se beijam. Pra compartilhar com o corpo da alma de qualquer outro alguém um sentimento que transcende tripas e coração e qualquer outra coisa que transforme amor....... em mais de uma opinião.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
morno
janeiro sempre é quente quando não se sai do lugar. e pra sair do quente tem que ir pra longe, bem longe, ou esperar. até o fim de janeiro, talvez fevereiro, talvez abril. e até lá continuar colocando a cabeça debaixo da torneira esperando fresquinho e recebendo água morna. quero acreditar que tem que ser assim. que a água morna que quase esquenta ainda mais a minha cabeça agora seja o refresco que eu preciso pra dias mais amenos. até lá, continuo a observar fotos da minha gente amada por aí, pela chuva ou hemisfério norte, sem conseguir ficar feliz por eles como eu deveria porque
tá quente. tá quente, tá pelando, ah agora esfriou, morno, morno, frio. ah, muito frio. congelando. perdeu. minha vez.
tá quente. tá quente, tá pelando, ah agora esfriou, morno, morno, frio. ah, muito frio. congelando. perdeu. minha vez.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
ele
Caminhando na Rua Barros Cassal com a J e o B, ambos com o uniforme do colégio.
B diz que não sabe, diz que ele emagreceu. Falamos disso até chegar na Independência, onde B dobrou pra esquerda. Na despedida, perguntei o porquê da cadeira. "Estou de férias!" Ah, é verdade. Merecido.
Também dobro na Independência, mas para a direita, e abraço a J, que vai comigo. Chorava aos soluços. A decepção tomou o lugar da esperança depois daquela curta conversa. Até antes eu achava que poderia voltar com ele. Ou ao menos conversar, eu pensava. Não sabia. Até que ele aparece e me abraça, num susto, por trás. Peço pra J caminhar mais na frente, pra gente conversar melhor. Sem falar nada ela botou os fones e apressou o passo. "Compreensiva, ainda bem", pensei. "Desisti daquela merda", ele disse. "E de mim?", perguntei. Nos abraçamos e de repente ninguém mais falava.
Pisquei e estamos na porta de um prédio sem cor. Minha irmã já tinha subido, meus pais estavam no sexto andar. Pedi pra ele esperar lá embaixo. Subi e, sentados numa mesa de negociação, meus pais conversavam com uma mulher ruiva de óculos roxos que era a dona do estabelecimento. Era um ateliê, decorado nas cores da roupa da moça e lotado de esculturas muito bem feitas que pareciam não estar a venda. Eram pessoas e bichos feitos em detalhes realistas numa espécie de resina colorida, todos com seus corpos lotados de verrugas por todo o corpo. Um jacaré de olho verde me prendeu a atenção por longos segundos, suficientes para eu perceber que já estava lá há muito tempo. Desci do prédio pra ver ele.
Já tinha ido embora.
B diz que não sabe, diz que ele emagreceu. Falamos disso até chegar na Independência, onde B dobrou pra esquerda. Na despedida, perguntei o porquê da cadeira. "Estou de férias!" Ah, é verdade. Merecido.
Também dobro na Independência, mas para a direita, e abraço a J, que vai comigo. Chorava aos soluços. A decepção tomou o lugar da esperança depois daquela curta conversa. Até antes eu achava que poderia voltar com ele. Ou ao menos conversar, eu pensava. Não sabia. Até que ele aparece e me abraça, num susto, por trás. Peço pra J caminhar mais na frente, pra gente conversar melhor. Sem falar nada ela botou os fones e apressou o passo. "Compreensiva, ainda bem", pensei. "Desisti daquela merda", ele disse. "E de mim?", perguntei. Nos abraçamos e de repente ninguém mais falava.
Pisquei e estamos na porta de um prédio sem cor. Minha irmã já tinha subido, meus pais estavam no sexto andar. Pedi pra ele esperar lá embaixo. Subi e, sentados numa mesa de negociação, meus pais conversavam com uma mulher ruiva de óculos roxos que era a dona do estabelecimento. Era um ateliê, decorado nas cores da roupa da moça e lotado de esculturas muito bem feitas que pareciam não estar a venda. Eram pessoas e bichos feitos em detalhes realistas numa espécie de resina colorida, todos com seus corpos lotados de verrugas por todo o corpo. Um jacaré de olho verde me prendeu a atenção por longos segundos, suficientes para eu perceber que já estava lá há muito tempo. Desci do prédio pra ver ele.
Já tinha ido embora.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
sleep or move on
not able to speak or draw, she slept. all day long. all night long. all week long. but once she woke up feeling kidnapped from her bed, she decided that the best idea would be sleep again. and she tried. again and again and again and again but she couldn't. then the second plan was move on.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
want to have a good time
faltam 14 dias pro fim da 2013ª sequência de 365 dias desde que um menino nasceu e ganhou incenso de presente por causa disso.
eventualmente interrompida pelo mistério anos bissextos, que existem em prol da confusão que é ter gente que acha que sabe de alguma coisa contando o nosso tempo por aí, esse ano contou com a minha presença pelo 18º ano consecutivo. por falta de opção de balada e/ou espaço-tempo e/ou não, cá permaneço, com prazer, por sabe-se lá mais quantas primaveras, embora eu tenha uma série longa de reivindicações pro ano que nos segue.
e ninguém liga. afinal people care about me desde que eu seja capaz de providencias por aí umas sequências de segundos, minutos ou no máximo algumas horas de good time. afinal, este ano eu descobri que é por essas e umas poucas outras que eu tu ele nós vós eles continuamos por terra. we just want to have a good time. all the time. então por hora essa também vai ser a minha reivindicação. ou pedido de colaboração. ou sonho. ou egoísmo.
e talvez ainda dê tempo. falam as más línguas por aí que eu tenho 14 dias. pra revelar o filme das fotos da minha última viagem, pra chorar dinheiro não-sei-com-quem pra visitar o Alegrete, pra perceber que assim eu não vou passar no vestibular, pra fazer uso da minha maioridade e ir no beco de uma vez, pra trocar as luzinhas de natal da minha parede, pra aprender a trocar a água que dá vida pras minhas flores que hoje estão tristes (acho que alguém morreu), pra pedir pra minha vizinha parar de fumar, pra esse ano acabar.
porque olha, de novo, chega de sequência 2013.
que droga.
eventualmente interrompida pelo mistério anos bissextos, que existem em prol da confusão que é ter gente que acha que sabe de alguma coisa contando o nosso tempo por aí, esse ano contou com a minha presença pelo 18º ano consecutivo. por falta de opção de balada e/ou espaço-tempo e/ou não, cá permaneço, com prazer, por sabe-se lá mais quantas primaveras, embora eu tenha uma série longa de reivindicações pro ano que nos segue.
e ninguém liga. afinal people care about me desde que eu seja capaz de providencias por aí umas sequências de segundos, minutos ou no máximo algumas horas de good time. afinal, este ano eu descobri que é por essas e umas poucas outras que eu tu ele nós vós eles continuamos por terra. we just want to have a good time. all the time. então por hora essa também vai ser a minha reivindicação. ou pedido de colaboração. ou sonho. ou egoísmo.
e talvez ainda dê tempo. falam as más línguas por aí que eu tenho 14 dias. pra revelar o filme das fotos da minha última viagem, pra chorar dinheiro não-sei-com-quem pra visitar o Alegrete, pra perceber que assim eu não vou passar no vestibular, pra fazer uso da minha maioridade e ir no beco de uma vez, pra trocar as luzinhas de natal da minha parede, pra aprender a trocar a água que dá vida pras minhas flores que hoje estão tristes (acho que alguém morreu), pra pedir pra minha vizinha parar de fumar, pra esse ano acabar.
porque olha, de novo, chega de sequência 2013.
que droga.
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